Textos Escolhidos: A. K. Coomaraswamy e Herman Hesse

"Es perfectamente legítimo sentir que una religión dada es más adecuadamente verdadera que otra; sostener, por ejemplo, que el catolicismo es más adecuadamente verdadero que el protestantismo, o el hinduismo que el budismo. Se pueden trazar distinciones reales: el cristianismo mantiene, por ejemplo, que la metafísica, aunque la más elevada de las otras ciencias, es inferior a la ciencia sagrada de la teología; el hinduismo es primariamente metafísico, y solo secundariamente religioso, de aquí las controversias en cuanto al verdadero significado de la «deificación», y de aquí que por mucho que un hindú pueda encontrarse en concordia entusiasta con los doctores angélico y celestial (Santo Tomás y San Buenaventura), está mucho más cómodo con algunos gigantes del pensamiento cristiano cuya ortodoxia es sospechosa, quiero decir Eriugena, Eckhart, Boehme, Blake, y más cómodo con Plotino que con los representantes de la ortodoxia exotérica cristiana; más cómodo con San Juan que con Santiago, más en simpatía con el platonismo cristiano que con el aristotelismo cristiano, escasamente en simpatía con las teologías protestantes, y mucho más en simpatía con las interpretaciones qabbalísticas del Génesis y del Éxodo que con cualesquiera otras aproximaciones históricas. De modo que no tenemos la intención de mantener la impropiedad de todas las controversias dogmáticas. Debemos tener presente que inclusive dentro del marco de una fe presumiblemente homogénea se da por establecido que las mismas verdades deben presentarse de maneras diferentes adecuadas a la audiencia, y que esto no es una cuestión de afirmaciones contradictorias, sino de «medios convenientes». Lo que mantenemos es que todas las vías convergen; que el Viajero, habiendo recorrido ya una vía dada, bajo todas las circunstancias normales, alcanzará más pronto ese punto en el cual todo progreso acaba ?«Al alcanzar a Dios, todo progreso acaba»? que si rehace sus pasos y comienza de nuevo."
A. K. Coomaraswamy, In: 'Metafísica: Ramakrishna Y La Tolerancia Religiosa'
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"A sabedoria do chinês Lao-Tsé e a sabedoria de Jesus ou a do indiano
Bhagavad-Gîta apontam claramente as raízes comuns dos princípios morais
entre todos os povos, como a arte de todos os tempos e civilizações. Em sua
aptidão para amar, em sua força para sofrer, em sua ânsia de libertação, a
alma humana nos está a mirar em todo pensamento, em todo ato de amor,
seja em Platão, seja em Tolstoi, em Buda ou Agostinho, em Goethe ou nas
'Mil e uma noites'. Com isto NÃO deve ninguém concluir que sejam uma só
coisa o Cristianismo e o Taoísmo, a filosofia platônica e o Budismo. Nem que
uma filosofia ideal surgisse da confluência de todos esses mundos diversos,
separados pelo tempo e pelas raças, pelo clima e pela História. O cristão é
cristão. O chinês é chinês. E cada um procura pensar e preserva-la tal qual é.
A idéia de que somos todos apenas partes distintas da mesma eterna unidade
não implica que haja UM SÓ caminho, nem UM caminho errado".
HERMANN HESSE (in: 'Para ler e guardar', Record)
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Escrito por daniel-placido às 17h44
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CARTA DA TRANSDISCIPLINARIDADE
PREÂMBULO
· Considerando que a proliferação atual das disciplinas acadêmicas e não-acadêmicas conduz a um crescimento exponencial do saber, o que torna impossível uma visão global do ser humano;
· Considerando que somente uma inteligência que leve em consideração a dimensão planetária dos conflitos atuais poderá enfrentar a complexidade do nosso mundo e o desafio contemporâneo de autodestruição material e espiritual da nossa espécie;
· Considerando que a vida está fortemente ameaçada por uma tecnociência triunfante, que só obedece à lógica apavorante da eficácia pela eficácia;
· Considerando que a ruptura contemporânea entre um saber cada vez mais cumulativo e um ser interior cada vez mais empobrecido leva à ascensão de um novo obscurantismo, cujas conseqüências, no plano individual e social, são incalculáveis;
· Considerando que o crescimento dos saberes, sem precedente na história, aumenta a desigualdade entre os que os possuem e os que deles estão desprovidos, gerando assim uma desigualdade crescente no seio dos povos e entre as nações do nosso planeta;
· Considerando, ao mesmo tempo, que todos os desafios enunciados têm sua contrapartida de esperança e que o crescimento extraordinário dos saberes pode conduzir, a longo prazo, a uma mutação comparável à passagem dos hominídeos à espécie humana;
· Considerando os aspectos acima, os participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade (Convento da Arrábida, Portugal, 2 a 7 de novembro de 1994) adotam a presente Carta, entendida como um conjunto de princípios fundamentais da comunidade dos espíritos transdisciplinares, constituindo um contrato moral que todo signatário dessa Carta faz consigo mesmo, livre de qualquer espécie de pressão jurídica ou institucional.
Artigo 1
Toda e qualquer tentativa de reduzir o ser humano a uma definição e de dissolvê-lo no meio de estruturas formais, sejam quais forem, é incompatível com a visão transdisciplinar.
Artigo 2
O reconhecimento da existência de diferentes níveis de realidade, regidos por lógicas diferentes, é inerente à atitude transdisciplinar. Toda tentativa de reduzir a realidade a um só nível, regido por uma lógica única, não se situa no campo da transdisciplinaridade.
Artigo 3
A transdisciplinaridade é complementar à abordagem disciplinar; ela faz emergir novos dados a partir da confrontação das disciplinas que os articulam entre si; oferece-nos uma nova visão da natureza da realidade. A transdisciplinaridade não procura a mestria de várias disciplinas, mas a abertura de todas as disciplinas ao que as une e as ultrapassa.
Artigo 4
A pedra angular da transdisciplinaridade reside na unificação semântica e operativa das acepções através e além das disciplinas. Ela pressupõe uma racionalidade aberta a um novo olhar sobre a relatividade das noções de "definição" e de "objetividade". O formalismo excessivo, a rigidez das definições e a absolutização da objetividade, incluindo-se a exclusão do sujeito, conduzem ao empobrecimento.
Artigo 5
A visão transdisciplinar é completamente aberta, pois, ela ultrapassa o domínio das ciências exatas pelo seu diálogo e sua reconciliação não somente com as ciências humanas, mas também com a arte, a literatura, a poesia e a experiência interior.
Artigo 6
Em relação à interdisciplinaridade e à multidisciplinaridade, a transdisciplinaridade é multirreferencial e multidimensional. Leva em consideração, simultaneamente, as concepções do tempo e da história. A transdisciplinaridade não exclui a existência de um horizonte transistórico.
Artigo 7
A transdisciplinaridade não constitui nem uma nova religião, nem uma nova filosofia, nem uma nova metafísica, nem uma ciência da ciência.
Artigo 8
A dignidade do ser humano também é de ordem cósmica e planetária. O aparecimento do ser humano na Terra é uma das etapas da história do universo. O reconhecimento da Terra como pátria é um dos imperativos da transdisciplinaridade. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade; mas com o título de habitante da Terra, ele é ao mesmo tempo um ser transnacional. O reconhecimento, pelo direito internacional, dessa dupla condição - pertencer a uma nação e à Terra - constitui um dos objetivos da pesquisa transdisplinar.
Artigo 9
A transdisciplinaridade conduz a uma atitude aberta em relação aos mitos, às religiões e temas afins, num espírito transdisciplinar.
Artigo 10
Inexiste laço cultural privilegiado a partir do qual se possam julgar as outras culturas. O enfoque transdisciplinar é, ele próprio, transcultural.
Artigo 11
Uma educação autêntica não pode privilegiar a abstração no conhecimento. Ela deve ensinar a contextualizar, concretizar e globalizar. A educação transdisciplinar reavalia o papel da intuição, do imaginário, da sensibilidade e do corpo na transmissão do conhecimento.
Artigo 12
A elaboração de uma economia transdisciplinar é fundamentada no postulado segundo o qual a economia deve estar a serviço do ser humano e não o inverso.
Artigo 13
A ética transdisciplinar recusa toda e qualquer atitude que rejeite o diálogo e a discussão, qualquer que seja a sua origem - de ordem ideológica, científica, religiosa, econômica, política, filosófica. O saber compartilhado deve levar a uma compreensão compartilhada, fundamentada no respeito absoluto às alteridades unidas pela vida comum numa só e mesma Terra.
Artigo 14
Rigor, abertura e tolerância são as características fundamentais da visão transdisciplinar. O rigor da argumentação que leva em conta todos os dados é o agente protetor contra todos os possíveis desvios. A abertura pressupõe a aceitação do desconhecido, do inesperado e do imprevisível. A tolerância é o reconhecimento do direito a idéias e verdades diferentes das nossas.
ARTIGO FINAL
A presente Carta da Transdisciplinaridade está sendo adotada pelos participantes do Primeiro Congresso Mundial de Transdisciplinaridade, não se reclamando a nenhuma outra autoridade a não ser a da sua obra e da sua atividade.
Segundo os procedimentos que serão definidos em acordo com os espíritos transdisciplinares de todos os países, a Carta está aberta à assinatura de todo ser humano interessado em medidas progressivas de ordem nacional, internacional e transnacional, para aplicação dos seus artigos nas suas vidas.
Convento da Arrábida, 6 de novembro de 1994
Comitê de Redação
Escrito por daniel-placido às 18h10
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Site Recomendado: CESNUR-ITÁLIA
Recomendo este site italiano de esoterologia e de sociologia da religião:
http://www.cesnur.org/
recomendo uma consulta ao textos e liks do CESNUR (Centro de Estudos da Nova Religião-Itália), onde colaboram, entre outros, M. Introvigne. Há textos excelentes sobre gnosticismo, Guénon, tradicionalismo, rosacrucianismo, antroposofia, bruxaria, new age, catolicismo, protestantismo, etc.
(Daniel)
Escrito por daniel-placido às 04h41
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FINAL
****************** "Hemos visto que Mme Blavatsky estuvo en relación con organizaciones rosicrucianas que, aunque estaban extremadamente alejadas bajo todos los puntos de vista de la Rosa-Cruz original, no obstante habían conservado algunas nociones relativas a los «Adeptos». Por otra parte, había tenido conocimiento de diversas obras donde se encontraban algunos datos sobre esta cuestión; así, entre los libros que estudió en Norteamérica en compañía de Olcott, y de los que tendremos que volver a hablar, se encuentran mencionados La Etoile Flamboyante del Barón de Tschoudy y la Magia Adámica de Eugenius Philalethes. El primero de estos dos libros, publicado en 1766, cuyo autor fue creador de varios altos grados masónicos, contiene un «Catecismo de los Filósofos Desconocidos», cuya mayor parte está sacada de los escritos del rosicruciano Sendivogius, llamado también el Cosmopolita, y que algunos creen que era Miguel Maier. En cuanto al autor del segundo, que data de 1650, es otro rosicruciano cuyo verdadero nombre era, según se dice, Tomás Vaughan, aunque haya sido conocido también bajo otros nombres en diversos países: Childe en Inglaterra, Zheil en América, Carnobius en Holanda; por lo demás, es un personaje muy misterioso, y lo que quizás es más curioso, es que «una tradición pretende que todavía no ha dejado esta tierra». Las historias de este género no son tan raras como se podría creer, y se citan «Adeptos» que habrían vivido varios siglos y que, apareciéndose en fechas diversas, parecían tener siempre la misma edad; citaremos como ejemplos la historia del conde de Saint-Germain, que es sin duda la más conocida, y la de Gualdi, el alquimista de Venecia; pues bien, los teosofistas cuentan exactamente las mismas cosas a propósito de los «Mahâtmâs». Por consiguiente, no hay que buscar en otras partes el origen de éstos, y la misma idea de situar su residencia en la India o en Asia Central, proviene de las mismas fuentes. En efecto, en una obra publicada en 1714 por Sincerus Renatus, el fundador de la «Rosa-Cruz de Oro» se dice que los maestros de la Rosa-Cruz han partido para la India desde hace algún tiempo, y que ya no queda ninguno en Europa; la misma cosa había sido anunciada ya precedentemente por Henri Neuhaus, que agregaba que esa partida había tenido lugar después de la declaración de la guerra de los Treinta Años. Se piense lo que se piense de estas aserciones (a las que conviene agregar la de Swedenborg, a saber, que en adelante es entre los Sabios del Tíbet y de la Tartaria donde es menester buscar la «Palabra Perdida», es decir, los secretos de la iniciación), es cierto que los Rosa-Cruz tuvieron lazos con organizaciones orientales, sobre todo musulmanas; además de sus propias afirmaciones, hay a este respecto aproximaciones destacables: el viajero Paul Lucas, que recorrió Grecia y Asia Menor bajo Luis XIV, cuenta que encontró en Brousse a cuatro derviches de los que uno, que parecía hablar todas las lenguas del mundo (lo que es también una facultad atribuida a los Rosa-Cruz), le dijo que formaba parte de un grupo de siete personas que se encontraban cada veinte años en una ciudad designada de antemano; le aseguró que la piedra filosofal permitía vivir un millar de años, y le contó la historia de Nicolás Flamel, que se creía muerto, y que vivía en la India con su mujer.
idem, EL TEOSOFISMO...
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Escrito por daniel-placido às 04h29
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Cont.
...Desde este punto de vista, se puede decir que aquel que posee verdaderamente el «don de lenguas», es el que habla a cada uno su propio lenguaje, en el sentido de que se expresa siempre bajo una forma apropiada a las maneras de pensar de los hombres a los que se dirige. Es también a eso a lo que se hace alusión, de una manera más exterior, cuando se dice que los Rosa-Cruz debían adoptar la indumentaria y los hábitos de los países donde se encontraban; y algunos agregan incluso que debían tomar un nuevo nombre cada vez que cambiaban de país, como si revistieran entonces una individualidad nueva. Así, el Rosa-Cruz, en virtud del grado espiritual que había alcanzado, ya no estaba ligado exclusivamente a ninguna forma definida, como tampoco a las condiciones especiales de ningún lugar determinado (NA: Ni de ninguna época particular, podríamos agregar; pero esto, que se refiere directamente al carácter de «longevidad», requeriría, para ser bien comprendido, explicaciones más amplias que no pueden encontrar lugar aquí; por lo demás, daremos más adelante algunas indicaciones sobre esta cuestión de la «longevidad».), y es por eso por lo que era un «Cosmopolita» en el verdadero sentido de esta palabra (NA: Se sabe que este nombre de «Cosmopolita» ha servido de firma «cubierta» a diversos personajes que, si no eran ellos mismos verdaderos Rosa-Cruz, parecen haber servido al menos de portavoz a éstos para la transmisión exterior de algunas enseñanzas, y que, por consiguiente, podían identificarse a ellos en una cierta medida, en tanto que desempeñaban esta función particular.). La misma enseñanza se encuentra en el esoterismo islámico: Mohyddin ibn Arabi dice que «el verdadero sabio no se liga a ninguna creencia», porque está más allá de todas las creencias particulares, puesto que ha obtenido el conocimiento de lo que es su principio común...
Puesto que hemos sido conducidos a hablar de los Rosa-Cruz, no será quizás inútil, aunque este tema se refiere a un caso particular más bien que a la iniciación en general, agregar a eso algunas precisiones, ya que, en nuestros días, este nombre de Rosa-Cruz se emplea de una manera vaga y frecuentemente abusiva, y se aplica indistintamente a los personajes más diferentes, entre los que, sin duda, muy pocos tendrían realmente derecho a él. Para evitar todas estas confusiones, parece que lo mejor sería establecer una distinción clara entre Rosa-Cruz y Rosacrucianos, donde este último término puede recibir sin inconveniente una extensión más amplia que el primero; y es probable que la mayoría de los pretendidos Rosa-Cruz, designados comúnmente como tales, no fueron verdaderamente más que Rosacrucianos. Para comprender la utilidad y la importancia de esta distinción, es menester primeramente recordar que, como ya lo hemos dicho hace un momento, los verdaderos Rosa-Cruz no han constituido nunca una organización con formas exteriores definidas, y que, a partir del comienzo del siglo XVII al menos, hubo no obstante numerosas asociaciones que se pueden calificar de rosacrucianas (NA: Es a una organización de este género a la que perteneció concretamente Leibnitz; hemos hablado en otra parte de la inspiración manifiestamente rosacruciana de algunas de sus concepciones, pero también hemos mostrado que no era posible considerarle sino como habiendo recibido una iniciación simplemente virtual, y por lo demás incompleta inclusive bajo el aspecto teórico (NA: Ver Los principios del cálculo infinitesimal).), lo que no quiere decir en modo alguno que sus miembros fueran Rosa-Cruz; se puede incluso estar seguro de que no lo eran, y eso únicamente por el hecho de que formaban parte de tales asociaciones, lo que puede parecer paradójico e inclusive contradictorio a primera vista, pero que es sin embargo fácilmente comprehensible después de las consideraciones que hemos expuesto precedentemente...
La distinción que indicamos está lejos de reducirse a una simple cuestión de terminología, y se vincula en realidad a algo que es de un orden mucho más profundo, puesto que el término Rosa-Cruz, como lo hemos explicado, es propiamente la designación de un grado iniciático efectivo, es decir, de un cierto estado espiritual, cuya posesión, evidentemente, no está ligada de una manera necesaria al hecho de pertenecer a una cierta organización definida. Lo que representa, es lo que se puede llamar la perfección del estado humano, ya que el símbolo mismo de la Rosa-Cruz, por los dos elementos de los que está compuesto, figura la reintegración del ser en el centro de este estado y la plena expansión de sus posibilidades individuales a partir de este centro; por consiguiente, marca muy exactamente la restauración del «estado primordial», o, lo que equivale a lo mismo, el acabamiento de la iniciación a los «misterios menores». Por otro lado, desde el punto de vista que se puede llamar «histórico», es menester tener en cuenta el hecho de que esta designación de Rosa-Cruz, ligada expresamente al uso de un cierto simbolismo, no ha sido empleada más que en algunas circunstancias determinadas de tiempo y de lugar, fuera de las cuales sería ilegítimo aplicarla; se podría decir que aquellos que poseían el grado de que se trata han aparecido como Rosa-Cruz en esas circunstancias únicamente y por razones contingentes, como, en otras circunstancias, han podido aparecer bajo otros nombres y bajo otros aspectos...
Los verdaderos Rosa-Cruz fueron propiamente los inspiradores de esta reorganización, o, si se quiere, fueron los poseedores del grado iniciático del que hemos hablado, considerados especialmente en tanto que desempeñaron este papel, que se continuó hasta el momento donde, a consecuencia de otros acontecimientos históricos, el lazo tradicional del que se trata fue definitivamente roto para el mundo occidental, lo que se produjo en el curso del siglo XVII (NA: La fecha exacta de esta ruptura está marcada, en la historia exterior de Europa, por la conclusión de los tratados de Westfalia, que pusieron fin a lo que subsistía todavía de la «Cristiandad» medieval para sustituirla por una organización puramente «política» en el sentido moderno de esta palabra.). Se dice que los Rosa-Cruz se retiraron entonces a oriente, lo que significa que, en adelante, ya no ha habido en occidente ninguna iniciación que permita alcanzar efectivamente este grado, y también que la acción que se había ejercido a su través hasta entonces para el mantenimiento de la enseñanza tradicional correspondiente dejó de manifestarse, al menos de una manera regular y normal (NA: Sería completamente inútil buscar determinar «geográficamente» el lugar de retiro de los Rosa-Cruz; de todas las aserciones que se encuentran sobre este punto, la más verdadera es ciertamente aquella según la cual se «retiraron al reino del Prestejuan», no siendo éste otra cosa, como lo hemos explicado en otro parte (NA: El Rey del Mundo, pp. 13-15, ed. francesa), que una representación del centro espiritual supremo, donde se conservan efectivamente en estado latente, hasta el fin del ciclo actual, todas las formas tradicionales, que por una razón o por otra, han dejado de manifestarse en el exterior.
...En cuanto a saber cuáles fueron los verdaderos Rosa-Cruz, y a saber con certeza si tal o cual personaje fue uno de ellos, eso aparece como completamente imposible, por el hecho mismo de que se trata esencialmente de un estado espiritual, y por consiguiente puramente interior, del que sería muy imprudente querer juzgar según signos exteriores cualesquiera. Además, en razón de la naturaleza de su papel, estos Rosa-Cruz, como tales, no han podido dejar ningún rastro visible en la historia profana, de suerte que, incluso si pudieran conocerse sus nombres, sin duda no enseñarían nada a nadie; por lo demás, a este respecto, remitimos a lo que ya hemos dicho de los cambios de nombres, y que explica suficientemente lo que la cosa puede ser en realidad. En lo que se refiere a los personajes cuyos nombres son conocidos, concretamente como autores de tales o cuales escritos, y que se designan comúnmente como Rosa-Cruz, lo más probable es que, en muchos casos, fueran influenciados o inspirados más o menos directamente por los Rosa-Cruz, a los cuales sirvieron en cierto modo de portavoz (NA: Es muy dudoso que un Rosa-Cruz haya escrito nunca él mismo nada, y, en todo caso, no podría ser más que de una manera estrictamente anónima, puesto que su cualidad misma le impide presentarse entonces como un simple individuo que habla en su propio nombre.), lo que expresaremos diciendo que fueron sólo Rosacrucianos, sea que hayan pertenecido o no a alguna de las agrupaciones a las cuales se puede dar la misma denominación. Por el contrario, si se ha encontrado excepcionalmente y como por accidente que un verdadero Rosa-Cruz haya jugado un papel en los acontecimientos exteriores, eso sería en cierto modo a pesar de su cualidad más bien que a causa de ella, y entonces los historiadores pueden estar muy lejos de sospechar esta cualidad, hasta tal punto las dos cosas pertenecen a dominios diferentes.... *******
Es menester todavía agregar otra razón por la que los verdaderos Rosa-Cruz debieron permanecer siempre desconocidos: es que ninguno de ellos puede afirmarse nunca tal, como tampoco, en la iniciación islámica, ningún (ûfî auténtico puede prevalerse de este título. En eso hay incluso una similitud que es particularmente interesante destacar, aunque, a decir verdad, no hay equivalencia entre las dos denominaciones, ya que lo que está implicado en el nombre de (ûfî es en realidad de un orden más elevado que lo que implica el de Rosa-Cruz y se refiere a posibilidades que rebasan las del estado humano, considerado incluso en su perfección; en todo rigor, debería reservarse exclusivamente al ser que ha llegado a la realización de la «Identidad Suprema», es decir, a la meta última de toda iniciación (NA: No carece de interés indicar que la palabra (ûfî, por el valor de las letras que lo componen, equivale numéricamente a el-hikmah el-ilahiyah, es decir, «la sabiduría divina». - La diferencia del Rosa-Cruz y del (ûfî corresponde exactamente a la que existe, en el Taoísmo, entre el «hombre verdadero» y el «hombre transcendente».); pero no hay que decir que un tal ser posee a fortiori el grado que hace al Rosa-Cruz y puede, si hay lugar a ello, desempeñar las funciones correspondientes. Por lo demás, se hace comúnmente del nombre de (ûfî el mismo abuso que del nombre de Rosa-Cruz, hasta aplicarle a veces a los que están sólo en la vía que conduce a la iniciación efectiva, sin haber alcanzado todavía ni siquiera los primeros grados de ésta; y, a este propósito, se puede notar que, no menos corrientemente, se da una parecida extensión ilegítima a la palabra Yogî en lo que concierne a la tradición hindú, de suerte que esta palabra, que, ella también, designa propiamente al ser que ha alcanzado la meta suprema, y que es así el exacto equivalente de (ûfî, llega a ser aplicada allí a aquellos que no están todavía más que en sus etapas preliminares e incluso en su preparación más exterior. Así pues, no sólo en parecido caso, sino incluso para el que ha llegado a los grados más elevados, sin haber llegado no obstante al término final, la designación que conviene propiamente es la de mutaçawwuf; y, como el (ûfî mismo no está marcado por ninguna distinción exterior, esta misma designación será también la única que podrá tomar o aceptar, no en virtud de consideraciones puramente humanas como la prudencia o la humildad, sino porque su estado espiritual constituye verdaderamente un secreto incomunicable (NA: Por lo demás, en árabe, ese es uno de los sentidos de la palabra sirr, «secreto», en el empleo particular que hace de ella la terminología «técnica» del esoterismo.). Es una distinción análoga a esa, en un orden más restringido (puesto que no rebasa los límites del estado humano), la que se puede expresar por los dos términos de Rosa-Cruz y de Rosacruciano, distinción en la que este último puede designar a todo aspirante al estado de Rosa-Cruz, a cualquier grado que haya llegado efectivamente, e incluso si todavía no ha recibido más que una iniciación simplemente virtual en la forma a la que esta designación conviene propiamente de hecho. Por otra parte, de lo que acabamos de decir se puede sacar una suerte de criterio negativo, en el sentido de que, si alguien se ha declarado Rosa-Cruz o (ûfî, se puede afirmar desde entonces, sin tener necesidad de examinar las cosas más a fondo, que no lo era ciertamente en realidad...
Otro criterio negativo resulta del hecho de que los Rosa-Cruz no se ligaron nunca a ninguna organización exterior; si a alguien se le conoce como habiendo sido miembro de una tal organización, se puede afirmar también que, al menos en tanto que formó parte de ella activamente, no fue un verdadero Rosa-Cruz. Por lo demás, hay que destacar que las organizaciones de este género no llevaron el título de Rosa-Cruz sino muy tardíamente, puesto que no se le ve aparecer así, como lo decíamos más atrás, más que a comienzos del siglo XVII, es decir, poco antes del momento en que los verdaderos Rosa-Cruz se retiraron de occidente; y es incluso visible, por muchos indicios, que las organizaciones que se hicieron conocer entonces bajo este título estaban ya más o menos desviadas, o en todo caso muy alejadas de la fuente original. Con mayor razón la cosa fue así para las organizaciones que se constituyeron más tarde todavía bajo el mismo vocablo, y cuya mayor parte no hubieran podido reclamar sin duda, al respecto de los Rosa-Cruz, ninguna filiación auténtica y regular, por indirecta que fuera (NA: Ello fue así verosímilmente, en el siglo XVIII, para organizaciones tales como la que se conoció bajo el nombre de «Rosa-Cruz de Oro».), y no hablamos aquí, entiéndase bien, de las múltiples formaciones pseudoiniciáticas contemporáneas que no tienen de rosacruciano más que el nombre usurpado, que no poseen ningún rastro de una doctrina tradicional cualquiera, y que han adoptado simplemente, por una iniciativa completamente individual de sus fundadores, un símbolo que cada uno interpreta según su propia fantasía, a falta del conocimiento de su sentido verdadero, que escapa tan completamente a estos pretendidos Rosacrucianos como al primer profano que llega...
Lo que acabamos de decir está indicado por la «leyenda» misma de Christian Rosenkreutz, cuyo nombre es por lo demás puramente simbólico, y en el que es muy dudoso que sea menester ver un personaje histórico, hayan dicho lo que hayan dicho algunos de él, sino que aparece más bien como la representación de lo que se puede llamar una «entidad colectiva» (NA: Esta «leyenda» es en suma del mismo género que las demás «leyendas» iniciáticas a las que ya hemos hecho alusión precedentemente.). El sentido general de la «leyenda» de este fundador supuesto, y en particular los viajes que le son atribuidos (NA: Recordaremos aquí la alusión que hemos hecho más atrás al simbolismo iniciático del viaje; por lo demás, sobre todo en conexión con el hermetismo, hay muchos otros viajes, como los de Nicolás Flamel por ejemplo, que parecen tener ante todo una significación simbólica.), parece ser que, después de la destrucción de la Orden del Temple, los iniciados al esoterismo cristiano se reorganizaron, de acuerdo con los iniciados al esoterismo islámico, para mantener, en la medida de lo posible, el lazo que había sido aparentemente roto por esta destrucción; pero esta reorganización debió hacerse de una manera más oculta, invisible en cierto modo, y sin tomar su apoyo en una institución conocida exteriormente y que, como tal, habría podido ser destruida todavía una vez más (NA: De ahí el nombre de «Colegio de los Invisibles» dado algunas veces a la colectividad de los Rosa-Cruz.). ..
Hemos dicho precedentemente que los Rosa-Cruz eran propiamente seres llegados a la terminación efectiva de los «misterios menores», y que la iniciación rosacruciana, inspirada por ellos, era una forma particular que se vinculaba al hermetismo cristiano; relacionando esto con lo que acabamos de explicar en último lugar, se debe poder comprender ya que el hermetismo, de una manera general, pertenece al dominio de lo que se designa como la «iniciación real». No obstante, será bueno aportar todavía algunas precisiones sobre este punto, ya que ahí también se han introducido muchas confusiones, y la palabra «hermetismo» misma es empleada por muchos de nuestros contemporáneos de una manera muy vaga e incierta; en eso no queremos hablar sólo de los ocultistas, para los cuales la cosa es muy evidente, pero hay otros que, aunque estudian la cuestión de una manera más seria, quizás a causa de algunas ideas preconcebidas, no parecen haberse dado cuenta muy exactamente de lo que se trata en realidad...
Otra cuestión que se relaciona también directamente con el hermetismo es la de la «longevidad», que ha sido considerada como uno de los caracteres de los verdaderos Rosa-Cruz, y de la que, por lo demás, bajo una forma o bajo otra, se habla en todas las tradiciones; esta «longevidad», cuya obtención se considera generalmente como constituyendo una de las metas de la alquimia y como implícita en la terminación misma de la «Gran Obra» (NA: La «piedra filosofal» es al mismo tiempo, bajo otros aspectos, el «elixir de la larga vida» y la «medicina universal».), tiene varias significaciones que es menester tener buen cuidado de distinguir entre sí, ya que se sitúan en realidad a niveles muy diferentes entre las posibilidades del ser... Desde ahí, podrá pues, si quiere (y es muy cierto que, en el grado espiritual que ha alcanzado, nunca lo querrá sin alguna razón profunda), transportarse tanto a un momento cualquiera del tiempo, como a un lugar cualquiera del espacio (NA: Esta posibilidad, en lo que concierne al espacio, es lo que se designa bajo el nombre de «ubicuidad»; es un reflejo de la «omnipresencia» principial, como la posibilidad correspondiente, en lo que concierne al tiempo, es un reflejo de la eternidad y de la absoluta simultaneidad que ésta implica esencialmente.); por extraordinaria que pueda parecer una tal posibilidad, no es, sin embargo, más que una consecuencia inmediata de la reintegración al centro del estado humano; y, si este estado de perfección humana es el de los verdaderos Rosa-Cruz, se puede comprender desde entonces lo que es en realidad la «longevidad» que se les atribuye, y que es inclusive algo más que lo que esta palabra parece implicar a primera vista, puesto que es propiamente el reflejo, en el dominio humano, de la eternidad principial misma. Por lo demás, en el curso ordinario de las cosas, esta posibilidad puede no manifestarse al exterior de ninguna manera; pero el ser que la ha adquirido la posee en adelante de una manera permanente e inmutable, y nada podría hacérsela perder; le basta retirarse del mundo exterior y entrar en sí mismo...
idem, In: APERCEPCIONES SOBRE LA INICIACIÓN
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Escrito por daniel-placido às 04h26
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Cont.
8. The Rosicrucian is not Irritable.
It is evident that a person who works for the benefit of the whole will be hated by those whose personal advantages are not benefited thereby; because selfishness is opposed to magnanimity, and the claims of the few are not always compatible with the interests of the community. The Rosicrucian will therefore be often resisted by narrow-minded and short-sighted people; he will be slandered by calumniators, his motives will be misrepresented, he will be misjudged by the ignorant,ridiculed by the would-be wise, and taunted by the fool. All such proceedings, however, cannot excite or irritate the mind of the true Rosicrucian, nor disturb the divine harmony of his soul; for his faith rests in the perception and knowledge of the truth within himself. The opposition of a thousand ignorant people will not induce him to desist from doing that which he knows to be noble and good, and he will do it even if it should involve the loss of his fortune or of his life. Being able and accustomed to direct his spiritual sight towards the divine, he cannot be deluded by the illusions of matter, but clings to the eternal reality. Being surrounded by angelic influences, and listening to their voices, he is not affected by the noise made by the animals. He lives in the company of those noble beings, who were once men like others, but who have become transfigured, and who are now beyond the reach of the vulgar and low.
9. The Rosicrucian does not think evil of others.
Those who think evil of others see merely the evil which exists within
within themselves reflected and mirrored forth in others. The Rosicrucian is always willing to recognise in everything that which is good. Tolerance is a virtue by which the Rosicrucian is eminently distinguished from others; and by which he may be known. If a thing appears to be ambiguous, he suspends his judgment about it until he has investigated its nature; but as long as his judgment is not perfect, he is more inclined to form a good opinion than an evil one about everything.
10. The Rosicrucian loves justice.
He, however, never sets himself up as a judge over the faults of others, nor does he wish to appear to be wise by censuring the mistakes of others. He does not enjoy gossip, and cares no more about the foolishness committed by others, than he would about the buzzing of a fly or the capers of a monkey. He finds no pleasure in listening to political or personal quarrels, disputations, or mutual recriminations. He cares nothing for the cunningness of a fox, the dissimulation of a crocodile, or the rapacity of a wolf, and is not amused by the stirring up of mud. His nobility of character lifts him up into a sphere far beyond all such trifles and absurdities, and being above the sensual plane, wherein ordinary mortals find their happiness and enjoyment, he lives with those who do not think evil of each other, who do not rejoice about an injustice done to their brother, or make merry about his ignorance, and enjoy his misfortunes. He enjoys the company of those who love the truth, and who are surrounded by the peace and harmony of the spirit.
11. The Rosicrucian loves the truth.
There is no devil worse than falsehood and calumny. Ignorance is a nonentity, but falsehood is the substance of evil. The calumniator rejoices whenever he has found something upon which to base his lies and to make them grow like mountains. Opposed to it is the truth, it being a ray of light from the eternal fountain of GOOD, which has the power to transform man into a divine being.
The ROSICRUCIAN seeks, therefore, no other light but the light of truth, and this light he does not enjoy alone, but in company of all who are good and filled with its divine majesty, whether they live on this earth or in the spiritual state; and he enjoys it above all with those who are persecuted, oppressed, and innocent, but who will be saved by the truth.
12. The Rosicrucian knows how to be silent.
Those who are false do not love the truth. Those who are foolish do not love wisdom. The true Rosicrucian prefers to enjoy the company of those who can appreciate truth to that of those who would trample it with their feet. He will keep that which he knows locked up within his heart, for in silence is power. As a minister of state does not go about telling to everybody the secrets of the king; so the Rosicrucian does not parade before the public the revelations made to him by the king within, who is nobler and wiser than all the earthly kings and princes; for they only rule by the authority and power derived from Him. His secrecy ceases only when the king commands him to speak, for it is then not he who speaks, but the truth that is speaking through him.
13. The Rosicrucian believes that which he knows.
He believes in the immutability of eternal law, and that every cause has a certain effect. He knows that the truth cannot lie, and that the promises made to him by the king will be fulfilled, if he does not himself hinder their fulfilment. He is, therefore, inaccessible to doubt or fear, and puts implicit confidence in the divine principle of truth, which has become alive and conscious within his heart.
14. The Rosicrucian's hope is firm.
Spiritual hope is the certain conviction resulting from a knowledge of the law, that the truths recognised by faith will grow and be fulfilled; it is the knowledge of the heart, and very different from the intellectual speculation of the reasoning brain. His faith rests upon the rock of direct perception and cannot be overthrown. He knows that in everything, however evil it may appear to he, there is a germ of good, and he hopes that in the course of evolution that germ will become developed, and thus evil be transformed into good.
15. The Rosicrucian cannot be vanquished by suffering.
He knows that there is no light without shadow, no evil without some good, and that strength only grows by resistance. Having once recognised the existence of the Divine principle within everything, external changes are to him of little importance, and do not deserve great attention. His main object is to hold on to his spiritual possessions, and not to lose the crown which he has gained in the battle of life.
16. The Rosicrucian will always remain a member of his society.
Names are of little importance. The principle which presides over the Rosicrucian Society is the truth; and he who knows the truth, and follows it in practice, is a member of the society over which the truth practises. If all names were changed and all languages altered, the truth would remain the same; and he who lives in the truth will live even if all nations should pass away.
These are the sixteen signs of the true Rosicrucians, which have been revealed to a pilgrim by an angel who took away the heart of the pilgrim, leaving in its place a fiery coal, which is now incessantly burning and glowing with love of the universal brotherhood of humanity.
FRANZ HARTMANN
******************
"...A cruz (ou 'crux'), em linguajar alquímico, representa a luz, 'luz', porque todas as letras desta palavra podem se achar na figura de uma cruz. Porém a luz é também chamada a semente ou semen do dragão roxo, luz grosseira e material que, digerida e transmutada, produz o ouro. Se se admite tudo isto, será aquele que busca, mediante o orvalho, a luz da pedra filosofal".
A. E. Waite, "História da verdadeira Rosacruz" (sec. 20)
*****************
En Europa, todo lazo establecido conscientemente con el centro por medio de organizaciones regulares está actualmente roto, y ello es así desde hace ya varios siglos; por otra parte, esta ruptura no se ha cumplido de un solo golpe, sino en varias fases sucesivas (De igual modo, bajo otro punto de vista más extenso, hay para la humanidad grados en el alejamiento del centro primordial, y es a estos grados a los que corresponde la distinción de los diferentes Yugas.). La primera de estas fases se remonta al comienzo del siglo XIV; lo que ya hemos dicho en otra parte de las Órdenes de caballería puede hacer comprender que una de sus funciones principales era asegurar una comunicación entre Oriente y Occidente, comunicación cuyo verdadero alcance es posible aprehender si se precisa que el centro del que hablamos aquí ha sido descrito siempre, al menos en lo que concierne a los tiempos «históricos», como estando situado en la parte de Oriente. No obstante, después de la destrucción de la Orden del Temple, el Rosacrucianismo, o aquello a lo que se debía dar este nombre después, continuó asegurando el mismo lazo, aunque de una manera más disimulada (Sobre este punto todavía, estamos obligados a remitir a nuestro estudio sobre El Esoterismo de Dante, donde hemos dado todas las indicaciones que permiten justificar esta aserción.). El Renacimiento y la Reforma marcaron una nueva fase crítica, y finalmente, según lo que parece indicar Saint-Yves, la ruptura completa habría coincidido con los tratados de Westfalia que, en 1648, terminaron la guerra de los Treinta Años. Ahora bien, es sorprendente que varios autores hayan afirmado precisamente, que, poco después de la guerra de los Treinta Años, los verdaderos Rosa-Cruz abandonaron Europa para retirarse a Asia; y recordaremos, a este propósito, que los Adeptos rosacrucianos eran en número de doce, como los miembros del círculo más interior del Agarttha, y conformemente a la constitución común a tantos centros espirituales formados a la imagen de ese centro supremo."
René Guénon, in: EL REY DEL MUNDO
**********
"Por lo demás, hay en realidad tanta más relación entre estas dos aplicaciones de un mismo simbolismo cuanto que el Universo mismo, en algunas tradiciones, se simboliza a veces por un libro: a este propósito, recordaremos solo el Liber Mundi de los Rosa-Cruz, y también el símbolo bien conocido del Liber Vitae apocalíptico..."
idem, in: El SIMBOLISMO DELA CRUZ
***********
«Según Dante, el octavo cielo del Paraíso, el cielo estrellado (o de las estrellas fijas) es el cielo de los Rosa-Cruz: en él los Perfectos están vestidos de blanco; exponen un simbolismo análogo al de los Caballeros de Heredom (La Orden de Heredom de Kilwining es el Gran Capítulo de los altos grados vinculado a la Grande Loge Royale d'Edimbourg, y fundada, según la Tradición, por el rey Robert Bruce (Thory, Acta Latomorum, t. I, p. 317). El término inglés Heredom (o Heirdom) significa «herencia» (de los Templarios); no obstante, algunos hacen venir esta designación del hebreo Harodim, título dado a aquellos que dirigían a los obreros empleados en la construcción del Templo de Salomón (cf. nuestro artículo sobre este tema en los Études traditionnelles, n de marzo de 1948).); profesan la "doctrina evangélica", la misma de Lutero, opuesta a la doctrina católica romana». Ésta es la interpretación de Aroux, que da testimonio de esa confusión, frecuente en él, entre los dos dominios del esoterismo y del exoterismo: el verdadero esoterismo debe estar más allá de las oposiciones que se afirman en los movimientos exteriores que agitan el mundo profano, y, si estos movimientos son a veces suscitados o dirigidos invisiblemente por poderosas organizaciones iniciáticas, se puede decir que éstas los dominan sin mezclarse en ellos, de manera que ejercen igualmente su influencia sobre cada uno de los partidos contrarios. Es verdad que los protestantes, y más particularmente los Luteranos, se sirven habitualmente de la palabra «evangélica» para designar su propia doctrina, y, por otra parte,
una cruz en el centro de una rosa; se sabe también que la organización rosacruciana que manifestó públicamente su existencia en 1604 (aquella con la que Descartes buscó vanamente ponerse en relación) se declaraba claramente «antipapista». Pero debemos decir que esa Rosa-Cruz de comienzos del siglo XVII era ya muy exterior, y estaba muy alejada de la verdadera Rosa-Cruz original, la cual no constituyo nunca una sociedad en el sentido propio de esta palabra; y, en cuanto a Lutero, no parece haber sido más que una suerte de agente subalterno, sin duda incluso bastante poco consciente del papel que tenía que jugar; por lo demás, estos diversos puntos nunca han sido completamente elucidados.
idem, in: EL ESOTERISMO DE DANTE
***********
"En todo esto, no hacemos en suma más que expresar en otros términos y más explícitamente lo que ya hemos dicho más atrás sobre la necesidad de un vinculamiento efectivo y directo y la vanidad de un vinculamiento «ideal»; y, a este respecto, es menester no dejarse engañar por las denominaciones que se atribuyen algunas organizaciones, denominaciones a las que no tienen ningún derecho, pero con las que intentan darse una apariencia de autenticidad. Así, para retomar un ejemplo que ya hemos citado en otras ocasiones, existe una multitud de agrupaciones, de origen muy reciente, que se titulan «rosacrucianos», sin haber tenido jamás el menor contacto con los Rosa-Cruz, bien entendido, aunque no fuera más que por alguna vía indirecta y desviada, y sin saber siquiera lo que éstos han sido en realidad, puesto que se los representan casi invariablemente como habiendo constituido una «sociedad», lo que es un error grosero y también específicamente moderno. Lo más frecuentemente, es menester no ver ahí más que la necesidad de adornarse con un título efectista o la voluntad de imponerse a los ingenuos; pero, incluso si se considera el caso más favorable, es decir, si se admite que la constitución de algunas de esas agrupaciones procede de un deseo sincero de vincularse «idealmente» a los Rosa-Cruz, eso no será todavía, bajo el punto de vista iniciático, más que una pura nada. Por lo demás, lo que decimos sobre este ejemplo particular se aplica igualmente a todas las organizaciones inventadas por los ocultistas y demás «neoespiritualistas» de todo género y de toda denominación, organizaciones que, sean cuales sean sus pretensiones, no pueden, en toda verdad, ser calificadas más que de «pseudoiniciáticas», ya que no tienen absolutamente nada real que transmitir, y ya que lo que presentan no es más que una contrahechura, e incluso muy frecuentemente una parodia o una caricatura de la iniciación...
...representantes de los centros espirituales, en las organizaciones relativamente exteriores, no tienen evidentemente por qué hacerse conocer como tales, y pueden tomar la apariencia que convenga mejor a la acción de «presencia» que han de ejercer, ya sea la de simples miembros de la organización, si deben jugar en ella un papel fijo y permanente, o bien, si se trata de una influencia momentánea o que debe transportarse a puntos diferentes, la de aquellos misteriosos «viajeros» de quienes la historia ha guardado más de un ejemplo, y cuya actitud exterior es escogida frecuentemente de la manera más propia para desorientar a los investigadores, ya sea que se trate por lo demás de llamar la atención por razones especiales, o por el contrario de pasar completamente desapercibidos (NA: Para este último caso, que escapa forzosamente a los historiadores, pero que es sin duda el más frecuente, citaremos solo dos ejemplos típicos, muy conocidos en la tradición taoísta, y de los cuales se podría encontrar el equivalente inclusive en occidente: el de los juglares y el de los tratantes de caballos.). Con esto se puede comprender igualmente lo que fueron verdaderamente aquellos que, sin pertenecer ellos mismos a ninguna organización conocida (y entendemos por eso una organización revestida de formas exteriormente aprehensibles), presidieron en algunos casos la formación de tales organizaciones, o, después, las inspiraron y las dirigieron invisiblemente; tal fue concretamente, durante un cierto período (NA: Aunque sea difícil aportar aquí grandes precisiones, se puede considerar este período como extendiéndose desde el siglo XIV al XVII; así pues, se puede decir que corresponde a la primera parte de los tiempos modernos, y es fácil comprender desde entonces que se trataba ante todo de asegurar la conservación de lo que, en los conocimientos tradicionales de la edad media, podía ser salvado a pesar de las nuevas condiciones del mundo occidental.), el papel de los Rosa-Cruz en el mundo occidental, y ese es también el verdadero sentido de lo que la Masonería del siglo XVIII designa bajo el nombre de «Superiores Desconocidos»...
...El «historicismo» de nuestros contemporáneos no está satisfecho más que si pone nombres propios a todas las cosas, es decir, si se las atribuye a individualidades humanas determinadas, según la concepción más restringida que uno se pueda hacer de ellas, es decir, esa concepción que tiene curso en la vida profana y que no tiene en cuenta más que la modalidad corporal únicamente. No obstante, el hecho de que el origen de las organizaciones iniciáticas no pueda ser atribuido nunca a tales individualidades ya debería dar que reflexionar a este respecto; y, cuando se trata de las del orden más profundo, sus miembros mismos no pueden ser identificados, no porque disimulen, lo que, por mucho cuidado que pongan en ello, no podría ser siempre eficaz, sino porque, en todo rigor, no son «personajes» en el sentido en que lo querrían los historiadores, de suerte que, por eso mismo, quienquiera que crea poder nombrarlos estará inevitablemente en el error (NA: Este caso es concretamente, en occidente, el de los verdaderos Rosa-Cruz.)...
...Una cuestión que se vincula bastante directamente a la de la enseñanza iniciática y sus adaptaciones es la de lo que se llama el «don de lenguas», que se menciona frecuentemente entre los privilegios de los verdaderos Rosa-Cruz, o, para hablar más exactamente (ya que la palabra «privilegios» podría dar lugar muy fácilmente a falsas interpretaciones), entre sus signos característicos, pero que, por lo demás, es susceptible de una aplicación mucho más extensa que la que se hace así de él en una forma tradicional particular...
Escrito por daniel-placido às 04h07
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8. The Rosicrucian is not Irritable.
It is evident that a person who works for the benefit of the whole will be hated by those whose personal advantages are not benefited thereby; because selfishness is opposed to magnanimity, and the claims of the few are not always compatible with the interests of the community. The Rosicrucian will therefore be often resisted by narrow-minded and short-sighted people; he will be slandered by calumniators, his motives will be misrepresented, he will be misjudged by the ignorant,ridiculed by the would-be wise, and taunted by the fool. All such proceedings, however, cannot excite or irritate the mind of the true Rosicrucian, nor disturb the divine harmony of his soul; for his faith rests in the perception and knowledge of the truth within himself. The opposition of a thousand ignorant people will not induce him to desist from doing that which he knows to be noble and good, and he will do it even if it should involve the loss of his fortune or of his life. Being able and accustomed to direct his spiritual sight towards the divine, he cannot be deluded by the illusions of matter, but clings to the eternal reality. Being surrounded by angelic influences, and listening to their voices, he is not affected by the noise made by the animals. He lives in the company of those noble beings, who were once men like others, but who have become transfigured, and who are now beyond the reach of the vulgar and low.
9. The Rosicrucian does not think evil of others.
Those who think evil of others see merely the evil which exists within
within themselves reflected and mirrored forth in others. The Rosicrucian is always willing to recognise in everything that which is good. Tolerance is a virtue by which the Rosicrucian is eminently distinguished from others; and by which he may be known. If a thing appears to be ambiguous, he suspends his judgment about it until he has investigated its nature; but as long as his judgment is not perfect, he is more inclined to form a good opinion than an evil one about everything.
10. The Rosicrucian loves justice.
He, however, never sets himself up as a judge over the faults of others, nor does he wish to appear to be wise by censuring the mistakes of others. He does not enjoy gossip, and cares no more about the foolishness committed by others, than he would about the buzzing of a fly or the capers of a monkey. He finds no pleasure in listening to political or personal quarrels, disputations, or mutual recriminations. He cares nothing for the cunningness of a fox, the dissimulation of a crocodile, or the rapacity of a wolf, and is not amused by the stirring up of mud. His nobility of character lifts him up into a sphere far beyond all such trifles and absurdities, and being above the sensual plane, wherein ordinary mortals find their happiness and enjoyment, he lives with those who do not think evil of each other, who do not rejoice about an injustice done to their brother, or make merry about his ignorance, and enjoy his misfortunes. He enjoys the company of those who love the truth, and who are surrounded by the peace and harmony of the spirit.
11. The Rosicrucian loves the truth.
There is no devil worse than falsehood and calumny. Ignorance is a nonentity, but falsehood is the substance of evil. The calumniator rejoices whenever he has found something upon which to base his lies and to make them grow like mountains. Opposed to it is the truth, it being a ray of light from the eternal fountain of GOOD, which has the power to transform man into a divine being.
The ROSICRUCIAN seeks, therefore, no other light but the light of truth, and this light he does not enjoy alone, but in company of all who are good and filled with its divine majesty, whether they live on this earth or in the spiritual state; and he enjoys it above all with those who are persecuted, oppressed, and innocent, but who will be saved by the truth.
12. The Rosicrucian knows how to be silent.
Those who are false do not love the truth. Those who are foolish do not love wisdom. The true Rosicrucian prefers to enjoy the company of those who can appreciate truth to that of those who would trample it with their feet. He will keep that which he knows locked up within his heart, for in silence is power. As a minister of state does not go about telling to everybody the secrets of the king; so the Rosicrucian does not parade before the public the revelations made to him by the king within, who is nobler and wiser than all the earthly kings and princes; for they only rule by the authority and power derived from Him. His secrecy ceases only when the king commands him to speak, for it is then not he who speaks, but the truth that is speaking through him.
13. The Rosicrucian believes that which he knows.
He believes in the immutability of eternal law, and that every cause has a certain effect. He knows that the truth cannot lie, and that the promises made to him by the king will be fulfilled, if he does not himself hinder their fulfilment. He is, therefore, inaccessible to doubt or fear, and puts implicit confidence in the divine principle of truth, which has become alive and conscious within his heart.
14. The Rosicrucian's hope is firm.
Spiritual hope is the certain conviction resulting from a knowledge of the law, that the truths recognised by faith will grow and be fulfilled; it is the knowledge of the heart, and very different from the intellectual speculation of the reasoning brain. His faith rests upon the rock of direct perception and cannot be overthrown. He knows that in everything, however evil it may appear to he, there is a germ of good, and he hopes that in the course of evolution that germ will become developed, and thus evil be transformed into good.
15. The Rosicrucian cannot be vanquished by suffering.
He knows that there is no light without shadow, no evil without some good, and that strength only grows by resistance. Having once recognised the existence of the Divine principle within everything, external changes are to him of little importance, and do not deserve great attention. His main object is to hold on to his spiritual possessions, and not to lose the crown which he has gained in the battle of life.
16. The Rosicrucian will always remain a member of his society.
Names are of little importance. The principle which presides over the Rosicrucian Society is the truth; and he who knows the truth, and follows it in practice, is a member of the society over which the truth practises. If all names were changed and all languages altered, the truth would remain the same; and he who lives in the truth will live even if all nations should pass away.
These are the sixteen signs of the true Rosicrucians, which have been revealed to a pilgrim by an angel who took away the heart of the pilgrim, leaving in its place a fiery coal, which is now incessantly burning and glowing with love of the universal brotherhood of humanity.
FRANZ HARTMANN
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"...A cruz (ou 'crux'), em linguajar alquímico, representa a luz, 'luz', porque todas as letras desta palavra podem se achar na figura de uma cruz. Porém a luz é também chamada a semente ou semen do dragão roxo, luz grosseira e material que, digerida e transmutada, produz o ouro. Se se admite tudo isto, será aquele que busca, mediante o orvalho, a luz da pedra filosofal".
A. E. Waite, "História da verdadeira Rosacruz" (sec. 20)
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En Europa, todo lazo establecido conscientemente con el centro por medio de organizaciones regulares está actualmente roto, y ello es así desde hace ya varios siglos; por otra parte, esta ruptura no se ha cumplido de un solo golpe, sino en varias fases sucesivas (De igual modo, bajo otro punto de vista más extenso, hay para la humanidad grados en el alejamiento del centro primordial, y es a estos grados a los que corresponde la distinción de los diferentes Yugas.). La primera de estas fases se remonta al comienzo del siglo XIV; lo que ya hemos dicho en otra parte de las Órdenes de caballería puede hacer comprender que una de sus funciones principales era asegurar una comunicación entre Oriente y Occidente, comunicación cuyo verdadero alcance es posible aprehender si se precisa que el centro del que hablamos aquí ha sido descrito siempre, al menos en lo que concierne a los tiempos «históricos», como estando situado en la parte de Oriente. No obstante, después de la destrucción de la Orden del Temple, el Rosacrucianismo, o aquello a lo que se debía dar este nombre después, continuó asegurando el mismo lazo, aunque de una manera más disimulada (Sobre este punto todavía, estamos obligados a remitir a nuestro estudio sobre El Esoterismo de Dante, donde hemos dado todas las indicaciones que permiten justificar esta aserción.). El Renacimiento y la Reforma marcaron una nueva fase crítica, y finalmente, según lo que parece indicar Saint-Yves, la ruptura completa habría coincidido con los tratados de Westfalia que, en 1648, terminaron la guerra de los Treinta Años. Ahora bien, es sorprendente que varios autores hayan afirmado precisamente, que, poco después de la guerra de los Treinta Años, los verdaderos Rosa-Cruz abandonaron Europa para retirarse a Asia; y recordaremos, a este propósito, que los Adeptos rosacrucianos eran en número de doce, como los miembros del círculo más interior del Agarttha, y conformemente a la constitución común a tantos centros espirituales formados a la imagen de ese centro supremo."
René Guénon, in: EL REY DEL MUNDO
********** "Por lo demás, hay en realidad tanta más relación entre estas dos aplicaciones de un mismo simbolismo cuanto que el Universo mismo, en algunas tradiciones, se simboliza a veces por un libro: a este propósito, recordaremos solo el Liber Mundi de los Rosa-Cruz, y también el símbolo bien conocido del Liber Vitae apocalíptico..."
idem, in: El SIMBOLISMO DELA CRUZ
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«Según Dante, el octavo cielo del Paraíso, el cielo estrellado (o de las estrellas fijas) es el cielo de los Rosa-Cruz: en él los Perfectos están vestidos de blanco; exponen un simbolismo análogo al de los Caballeros de Heredom (La Orden de Heredom de Kilwining es el Gran Capítulo de los altos grados vinculado a la Grande Loge Royale d'Edimbourg, y fundada, según la Tradición, por el rey Robert Bruce (Thory, Acta Latomorum, t. I, p. 317). El término inglés Heredom (o Heirdom) significa «herencia» (de los Templarios); no obstante, algunos hacen venir esta designación del hebreo Harodim, título dado a aquellos que dirigían a los obreros empleados en la construcción del Templo de Salomón (cf. nuestro artículo sobre este tema en los Études traditionnelles, n de marzo de 1948).); profesan la "doctrina evangélica", la misma de Lutero, opuesta a la doctrina católica romana». Ésta es la interpretación de Aroux, que da testimonio de esa confusión, frecuente en él, entre los dos dominios del esoterismo y del exoterismo: el verdadero esoterismo debe estar más allá de las oposiciones que se afirman en los movimientos exteriores que agitan el mundo profano, y, si estos movimientos son a veces suscitados o dirigidos invisiblemente por poderosas organizaciones iniciáticas, se puede decir que éstas los dominan sin mezclarse en ellos, de manera que ejercen igualmente su influencia sobre cada uno de los partidos contrarios. Es verdad que los protestantes, y más particularmente los Luteranos, se sirven habitualmente de la palabra «evangélica» para designar su propia doctrina, y, por otra parte,
una cruz en el centro de una rosa; se sabe también que la organización rosacruciana que manifestó públicamente su existencia en 1604 (aquella con la que Descartes buscó vanamente ponerse en relación) se declaraba claramente «antipapista». Pero debemos decir que esa Rosa-Cruz de comienzos del siglo XVII era ya muy exterior, y estaba muy alejada de la verdadera Rosa-Cruz original, la cual no constituyo nunca una sociedad en el sentido propio de esta palabra; y, en cuanto a Lutero, no parece haber sido más que una suerte de agente subalterno, sin duda incluso bastante poco consciente del papel que tenía que jugar; por lo demás, estos diversos puntos nunca han sido completamente elucidados.
idem, in: EL ESOTERISMO DE DANTE
*********** "En todo esto, no hacemos en suma más que expresar en otros términos y más explícitamente lo que ya hemos dicho más atrás sobre la necesidad de un vinculamiento efectivo y directo y la vanidad de un vinculamiento «ideal»; y, a este respecto, es menester no dejarse engañar por las denominaciones que se atribuyen algunas organizaciones, denominaciones a las que no tienen ningún derecho, pero con las que intentan darse una apariencia de autenticidad. Así, para retomar un ejemplo que ya hemos citado en otras ocasiones, existe una multitud de agrupaciones, de origen muy reciente, que se titulan «rosacrucianos», sin haber tenido jamás el menor contacto con los Rosa-Cruz, bien entendido, aunque no fuera más que por alguna vía indirecta y desviada, y sin saber siquiera lo que éstos han sido en realidad, puesto que se los representan casi invariablemente como habiendo constituido una «sociedad», lo que es un error grosero y también específicamente moderno. Lo más frecuentemente, es menester no ver ahí más que la necesidad de adornarse con un título efectista o la voluntad de imponerse a los ingenuos; pero, incluso si se considera el caso más favorable, es decir, si se admite que la constitución de algunas de esas agrupaciones procede de un deseo sincero de vincularse «idealmente» a los Rosa-Cruz, eso no será todavía, bajo el punto de vista iniciático, más que una pura nada. Por lo demás, lo que decimos sobre este ejemplo particular se aplica igualmente a todas las organizaciones inventadas por los ocultistas y demás «neoespiritualistas» de todo género y de toda denominación, organizaciones que, sean cuales sean sus pretensiones, no pueden, en toda verdad, ser calificadas más que de «pseudoiniciáticas», ya que no tienen absolutamente nada real que transmitir, y ya que lo que presentan no es más que una contrahechura, e incluso muy frecuentemente una parodia o una caricatura de la iniciación... ...representantes de los centros espirituales, en las organizaciones relativamente exteriores, no tienen evidentemente por qué hacerse conocer como tales, y pueden tomar la apariencia que convenga mejor a la acción de «presencia» que han de ejercer, ya sea la de simples miembros de la organización, si deben jugar en ella un papel fijo y permanente, o bien, si se trata de una influencia momentánea o que debe transportarse a puntos diferentes, la de aquellos misteriosos «viajeros» de quienes la historia ha guardado más de un ejemplo, y cuya actitud exterior es escogida frecuentemente de la manera más propia para desorientar a los investigadores, ya sea que se trate por lo demás de llamar la atención por razones especiales, o por el contrario de pasar completamente desapercibidos (NA: Para este último caso, que escapa forzosamente a los historiadores, pero que es sin duda el más frecuente, citaremos solo dos ejemplos típicos, muy conocidos en la tradición taoísta, y de los cuales se podría encontrar el equivalente inclusive en occidente: el de los juglares y el de los tratantes de caballos.). Con esto se puede comprender igualmente lo que fueron verdaderamente aquellos que, sin pertenecer ellos mismos a ninguna organización conocida (y entendemos por eso una organización revestida de formas exteriormente aprehensibles), presidieron en algunos casos la formación de tales organizaciones, o, después, las inspiraron y las dirigieron invisiblemente; tal fue concretamente, durante un cierto período (NA: Aunque sea difícil aportar aquí grandes precisiones, se puede considerar este período como extendiéndose desde el siglo XIV al XVII; así pues, se puede decir que corresponde a la primera parte de los tiempos modernos, y es fácil comprender desde entonces que se trataba ante todo de asegurar la conservación de lo que, en los conocimientos tradicionales de la edad media, podía ser salvado a pesar de las nuevas condiciones del mundo occidental.), el papel de los Rosa-Cruz en el mundo occidental, y ese es también el verdadero sentido de lo que la Masonería del siglo XVIII designa bajo el nombre de «Superiores Desconocidos»... ...El «historicismo» de nuestros contemporáneos no está satisfecho más que si pone nombres propios a todas las cosas, es decir, si se las atribuye a individualidades humanas determinadas, según la concepción más restringida que uno se pueda hacer de ellas, es decir, esa concepción que tiene curso en la vida profana y que no tiene en cuenta más que la modalidad corporal únicamente. No obstante, el hecho de que el origen de las organizaciones iniciáticas no pueda ser atribuido nunca a tales individualidades ya debería dar que reflexionar a este respecto; y, cuando se trata de las del orden más profundo, sus miembros mismos no pueden ser identificados, no porque disimulen, lo que, por mucho cuidado que pongan en ello, no podría ser siempre eficaz, sino porque, en todo rigor, no son «personajes» en el sentido en que lo querrían los historiadores, de suerte que, por eso mismo, quienquiera que crea poder nombrarlos estará inevitablemente en el error (NA: Este caso es concretamente, en occidente, el de los verdaderos Rosa-Cruz.)...
...Una cuestión que se vincula bastante directamente a la de la enseñanza iniciática y sus adaptaciones es la de lo que se llama el «don de lenguas», que se menciona frecuentemente entre los privilegios de los verdaderos Rosa-Cruz, o, para hablar más exactamente (ya que la palabra «privilegios» podría dar lugar muy fácilmente a falsas interpretaciones), entre sus signos característicos, pero que, por lo demás, es susceptible de una aplicación mucho más extensa que la que se hace así de él en una forma tradicional particular...
Escrito por daniel-placido às 04h07
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Coletânea Rosacruz -Daniel R. Placido (org)[Formatando]
Coletânea Rosacruz -Daniel R. Placido (org)[Formatando]
Estou organizando esta coletanea de excertos e passagens de textos rosacruzes e rosacrucianos básicos, desde a fundação mítica da Rosacruz, aos autores e grupos modernos e atuais que reinvindicam e falam a respeito da mesma. Donde os extrai, segue na bibliografia final.(Daniel R. Placido)
“Nascemos de Deus, morremos em Jesus, revivemos pelo Espírito [Santo]”.
“Celebramos igualmente os dois sacramentos instituídos pela primeira Igreja reformada [luterana], com as mesma ‘fórmulas’, com as mesmas cerimônias. Em matéria de governo, reconhecemos o Império Romano e a IV Monarquia para o nosso regente e o regente dos cristãos...Nossa filosofia não é nada de novo: ela é conforme àquela que Adão herdou depois da queda e que foi praticada por Moisés e Salomão. Ela não deve pôr em dúvida, refutar teorias diferentes: porque a verdade é única, suscinta, sempre idêntica a si mesma, pois, conformando-se com Jesus em todas as suas partes e em todos os seus membros, ela é a imagem do Pai como Jesus é seu retrato, é errado afirmar que o que é verdadeiro em filosofia é errado em teologia. O que Platão, Aristóteles e Pitágoras estabeleceram, o que Enoch, Abraão, Moisés e Salomão confirmaram, naquilo em que concorda com a Bíblia o grande livro das maravilhas, corresponde e descreve uma esfera, ou um globo cujas partes, todas, estão a igual distância do centro...”
“Ecos da Fraternidade” (1614)
******** “...professamos e testemunhamos publicamente que não existiu desde o começo deste mundo, livro superior, livro melhor, livro tão maravilhoso, tão salutar quanto justamente a Santa Bíblia. E feliz de seu detentor, bem-aventurado mais ainda seu leitor assíduo, no cúmulo da felicidade quem a estudou a fundo. Quem a sabe compreender não pode estar mais perto de Deus nem ser mais nem ser mais semelhante a Ele”.
“Deus dispôs de outra forma: ele eleva os humildes, humilhando e desprezando os orgulhosos. Ele confia aos santos anjos o cuidado de dialogar com os homens calmos e comedidos nas palavras, expulsando para o deserto e a solidão os fúteis loquazes”.
“Que dizeis vós, gente de bem, como vos sentis agora que compreendeis e que sabeis que proclamamos o nome de Cristo em toda a pureza e inocência, que condenamos o Papa, que servimos à verdadeira filosofia, que levamos uma vida de cristãos, que destinamos e convidamos cada dia a nossa sociedade e nela acolhemos muitos homens ainda que, também eles, são testemunhas da luz de Deus?”.
“Confessio Fraternitatis” (1615)
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“Jesus é tudo para mim”.
“1.Senhores cavalheiros, jurai sempre devotar a ordem que é a vossa a Deus somente, e à sua serva, a natureza, e não ao demônio ou a qualquer espírito.
2. Tomais em ódio todo deboche, toda luxúria, toda impureza, e não mancheis vossa ordem com prática de semelhantes vícios.
3. Prestai ajuda, com vossos dons, a todos os que são dignos de ajuda e que sentem necessidade disso.
4. Não queirais fazer com que a honra que vos é concedida sirva à conquista da pompa terrestre ou da celebridade.
5. Não vivais por mais tempo do que o quer a vontade de Deus”.
“A ciência suprema é nada saber. Irmão Cristiano Rosa-Cruz, cavalheiro da pedra de ouro, 1459”.
“As núpcias químicas de Christian Rosencreuz.” (1616?)
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“Quando dois irmãos [da Rosacruz] se encontram, o primeiro saúda ao outro com estas palavras: ‘Ave, frater’; o segundo responde: ‘Rosae et Aureae’. O primeiro prossegue: ‘Crucis’, e então os dois dizem juntos: ‘Benedictus Dominus, Deus Noster, qui debit nobis signum’, e se mostram então o selo [da Ordem]”.
Sincerus Renatus [S. Richter], “Teofilosofia teorético-prática...da Rosacruz de Ouro” (1714)
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"Os cristãos, todos os cristãos, devem amar-se e unir-se em uma sociedade total cujo ideal é reunir todas as coisas em Cristo; o que existe na terra existe também nos céus".
J-V. Andreae, "Christianópolis" (1619)
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"[Os Rosacruzes afirmam] Que eles estão destinados a cumprir o restabelecimento de todas as coisas em um estado melhor, antes que chegue o fim do mundo.
"Que possuem o grau supremo da piedade e da sabedoria e que, de tudo que se pode desejar das maravilhas da natureza, eles são seus possuidores e podem dispensá-las segundo seu exigente critério [pessoal].
"Que seja qualquer [o] lugar onde se encontram, conhecem melhor as coisas que se passam no resto do mundo [do] que se ela lhes fossem presentes.
"Que não estão sujeitos nem a fome nem a sede, como não nem [sujeitos]á velhice nem a enfermidade, nem nenhuma outra impertinencia da natureza.
"Que conhecem por revelação aqueles que são dignos de ser admitidos em sua sociedade.
"Que podem em todo tempo viver como se houvessem existido desde o princípio do mundo, ou como se devessem permanecer nele até o fim dos tempos.
"Que tem um livro no qual podem aprender tudo o que se acha noutros livros existentes ou por existir.
"Que podem forçar os espíritos e os demonios mais poderosos a se por ao seu serviço...
"Que confessam publicamente, sem nenhum temor de ser castigados, que o papa éo Anticristo.
"Que condenam as blasfemias do Oriente e do Ocidente, quer dizer, de Maomé e do papa...
"Que reconhecem a quarta monarquia, e ao imperador dos romanos como seu chefe e como chefe de todos os cristãos..."
Gabriel Naudé, "Instruções a França sobre a verdade dos Irmãos da Rosacruz" (1623) [meio pitoresco]

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"Embora os Irmãos [da Rosacruz] possuam as mais eficazes medicinas do mundo, não se vangloriam disso, antes o escondem...Desdenham lucros e proveitos e não são seduzidos por altos cargos nem por honrarias; nem desejam de nenhum modo evidenciar-se...submetem-se tranquilamente à protecção divina, não se exibem nem se escondem, mas exercem a sua atividade em silência".
M. MAIER
"A arte é servidora da natureza. A teoria e a prática devem portanto caminhar juntas; aprender os segredos, poli-los e adaptá-los, apropriá-los ou realizá-los, tal é a tripla marcha que segue o adepto...A alquimia é apenas uma arte secundária. Os rosacruzes consideram a virtude mais que o ouro... As épocas de ação da Rosacruz são determinadas pelo conhecimento do astral e pelas leis da evolução do gênero humano...os rosacruzes apenas aceitam um candidato em mil".
M. MAIER (1617)
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"Elias ouve a voz de Deus tal como os Rosa-cruzes só vêem o tesouro ao nascer do dia...Todos os mistérios da natureza lhe estão abertos....A virtude e a eficácia do Espírito Santo estão verdadeiramente com os Irmãos da Rosa-cruz, e acreditem que o seu retiro se encontra ou na fronteira desse lugar de volúpia terrestre próximo das nuvens, ou nos cimos de certas montanhas muito altas".
ROBERT FLUDD (1616)
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"Todo homem, que talhar para si um caminho para o Alto, encontrará obstáculos imcompreensíveis e constantes. Se não fossem mais que obstáculos que se atravessam e estimulam, pelo perigo ou pela resistência direta, bem iria, e os próprios obstáculos seriam o clarim para o avanço. Mas encontrará outros - os obstáculos reles que vexam e vergam, os obstáculos suaves que adormecem e viciam, os obstáculos ternos que o farão, como Orfeu, volver o erro do olhar para o vedado Averno. Cerca-lo-ão, não só resistências duras, como as que os penhascos erguem como tropeço, mas resistências brandas, como as memórias dos vales, e a dos lares nas faldas. E o triunfo consiste na força para, sabendo sentir essas atrações intensamente (pois não sabê-las sentir é não ter alma para a subida), as submeter à emoção superior; sabendo organizar as vontades do amor e da terra, saber sumetê-las à vontade do espírito do mundo. Este processo de vitória, figuram-o os emblemadores no símbolo da crucificação da Rosa".
FERNANDO PESSOA
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"...[virá]o tempo de um novo EVANGELHO ETERNO, em que cada indivíduo e a humanidade como um todo praticarão o bem COMO FIM EM SI MESMO, quando a razão humana atingir o seu esclarecimento pleno e produzir aquela pureza de coração...que nos torna capazes de amar a virtude em si mesma".
G. LESSING, in: "A educação do gênero humano" (1779-1781).
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"De que servirá uma filosofia ou religião que não nos torne melhores homens, melhores maridos ou pais?"
"...a Fraternidade Rosacruz, deve reunir os três atributos divinos: Sabedoria, Fortaleza e Beleza, para que cresça e pedure. Esses três atributos geraram a Ciência, a Religião e a Arte".
MAX HEINDEL
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"Cada filosofia nada mais é do que uma forma diferente DA vida".
"...sou incapaz de me manter no ponto de vista puramente especulativo...o que me obriga então a sair imediatemente de mim mesmo para correr à natureza".
"Escuta o seu ouvido o uníssono da natureza; o que a história ensina e oferece a vida, logo repercute no seu peito ansioso...o seu sentimento vivifica as coisas inanimadas".
J. GOETHE
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"...compreender as intenções do Cristo Vivo na Terra, e realizá- las sob a forma perfeita do verdadeiro, do belo e do bom - tal é o objetivo fundamental dos rosacruzes...".
RUDOLF STEINER
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"(...) O homem que amarra a Rosa à Cruz une temporalmente a dialética e a Gnose, o tempo e a Eternidade. Aí está, é evidente, uma impossibilidade segundo as leis científicas da natureza, um estado insustentável.Ora, a personalidade dialética transpõe essa impossibilidade colocando-se totalmente a serviço da Rosa do coração, da Semente imperecível que nela se encontra. Trata- se de uma devoção tão absoluta que aquele que se entrega se prepara para morrer da morte alquímica do dom total de si. Ele cumpre a Palavra: 'Aquele que deseja perder sua vida para mim, encontrará a Vida'. Aquele que se consagra portanto à Rosa, em total rendição, alcança a transfiguração. Esse é um aniquilamento existencial e consciente que conduz à resistência absoluta. É o processo vivido por muitas Fraternidades do passado".
J. VAN RIJCKENBORGH
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"A pretensa Confraria da Rosa-Cruz jamais teve existência social. Os adeptos portadores deste título são, apenas, irmãos pelo conhecimento e pelo êxito de seus trabalhos. Nenhum juramento os obriga, nenhum estatuto os liga entre si, nenhuma regra, além da disciplina hermética livremente aceita, voluntariamente observada, influencia o seu livre-arbítrio. Tudo o que se pode escrever ou contar, tirada da lenda atribuída ao filósofo Cawle, é apócrifo e digno até de alimentar a imaginação, a fantasia romanesca de um Bulwer Lytton. os Rosa-cruzes não se conheciam; não tinham sítio de reunião nem sede social, nem templo, nem ritual, nem marca exterior de reconhecimento. Não contribuíam com quotizações e nunca aceitaram o título, dado a certos autores irmãos, de cavaleiros do estômago: os banquetes eram-lhes desconhecidos. Foram e continuam a ser isolados, trabalhadores 'cosmopolitas' na mais estreita acepção do termo. Como os adeptos não reconhecem qualquer grau hierárquico, dali se segue que a Rosa-Cruz não é um grau, mas a única consagração dos seus trabalhos secretos, a da experiência, luz positiva, cuja existência lhes fora revelada por uma fé viva. Decerto, alguns mestres podem ter agrupado à sua volta jovens aspirantes, aceitado a missão de os aconselhar, dirigir, orientar os seus esforços e formar pequenos centros iniciáticos de que eram a alma, às vezes reconhecida, muitas vezes misteriosa. Mas afirmamos - e bem pertinentes razões nos permitem falar assim- que nunca existiu, entre os possuidores desse título, outro laço senão o da verdade científica confirmada pela aquisição da pedra [filosofal]. Se os Rosa-cruzes são irmãos pela descoberta, pelo trabalho [alquímico] e pela ciência, irmãos pelos atos e pelas obras, é à maneira do conceito filosófico, o qual considera todos os indivíduos como membros da mesma família humana..."
FULCANELLI
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THE SECRET SIGNS OF THE ROSICRUCIANS. There are sixteen signs by which a member of the order of the Rosicrucians may be known. He who possesses only a few of those signs is not a member of a very high degree, for the true Rosicrucian possesses them all.
1. The Rosicrucian is Patient.
His first and most important victory is the conquest of his own self. It is the victory over the LION, who has bitterly injured some of the best followers of the Holy Cross. He is not to be vanquished by a fierce and inconsiderate attack made upon him; but he must be made to surrender to patience and fortitude. The true Rosicrucian tries to overcome his enemies by kindness, and those who hate him by gifts. He heaps not curses, but the burning fire of love upon their heads. He does not persecute his enemies with the sword, or with faggots, but he suffers the weeds to grow with the wheat until they are both matured, when they will be separated by Nature.
2. The Rosicrucian is Kind.
He never appears gloomy or melancholy, or with a scowl or sneer upon his face. He acts kindly and politely towards everybody, and is always ready to render assistance to others. Although he is different from the majority of other people, still he tries to accommodate himself to their ways, habits and manners, as much as his dignity will permit. He is, therefore, an agreeable companion, and knows how to converse with the rich as well as with the poor, and to move among all classes of society so as to command their respect; for he has conquered the bear of vulgarity.
3. The Rosicrucian knows no Envy.
Before he is accepted into the order he must go through the terrible ordeal of cutting off the head of the snake of envy; which is a very difficult labour, because the snake is sly, and easily hides itself in some corner. The true Rosicrucian is always content with his lot, knowing that it is such as he deserves it to be. He never worries about he advantages or riches which others possess, but wishes always the best to everybody. He never worries about the advantages or riches which others possess, but wishes always the best to everybody. He knows that he will obtain all he deserves, and he cares not if any other person possesses more than he. He expects no favours, but he distributes his favours without any partiality.
4. The Rosicrucian does not Boast.
He knows that man is nothing but an instrument in the hands of GOD, and that he can accomplish nothing useful by his own will; the latter being nothing but the will of GOD perverted in man. To GOD he gives all the praise, and to that which is mortal he gives all the blame. He is in no inordinate haste to accomplish a thing, but he waits until he receives his orders from the Master who resides above and within. He is careful what he speaks about, and uses no unhallowed language.
5. The Rosicrucian is not Vain.
He proves thereby that there is something real in him, and that he is not like a blown-up bag filled with air. Applause or blame leaves him unaffected, nor does he feel aggrieved if he is contradicted or encounters contempt. He lives within himself, and enjoys the beauties of his own inner world, but he never desires to show off his possessions, nor to pride himself on any spiritual gifts which he may have attained. The greater his gifts, the greater will be his modesty, and the more will he be willing to be obedient to the law.
6. The Rosicrucian is not Disorderly.
He always strives to do his duty, and to act according to the order established by the law. He cares nothing for externalities, nor for ceremonies. The law is written within his heart, and therefore all his thoughts and acts are ruled by it. His respectability is not centred in his external appearance, but in his real being, which may be compared to a root from which all his actions spring. The interior beauty of his soul is reflected upon his exterior, and stamps all his acts with its seal; the light existing in his heart may be perceived in his eye by an expert; it is the mirror of the Divine image within.
7. The Rosicrucian is not Ambitious.
There is nothing more injurious to spiritual development and expansion of the soul than a narrow mind and a selfish character. The true Rosicrucian always cares much more for the welfare of others than for his own. He has no private or personal interest to defend or foster. He always seeks to do good, and he never avoids any opportunity which may present itself for that purpose.
Escrito por daniel-placido às 03h37
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Uma frase inspiradora:
"Penso desta forma: cada homem tem seu lugar no mundo e no tempo que lhe é concedido. Sua tarefa nunca é maior que sua capacidade para poder cumpri-la. Ela consiste em preencher seu lugar, em servir à verdade e aos homens." João Guimarães Rosa **********************
Escrito por daniel-placido às 03h07
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O VERBO SANGUÍNEO DE MARLOS DEGANI (Comentário)
Marlos Degani é poeta carioca, membro do grupo literário "Desmaio Publiko". Há anos 'peregrinando' no meio literário, só recentemente (2007) publicou seu primeiro livro de poemas, "Sangue da Palavra", com o qual teve a gentileza de me presentear, não obstante apenas nos conhecermos pela Internet.
Retribuindo a cortesia, decidi registrar umas palavras a respeito do mesmo e do autor, apesar de eu não ser poeta, crítico ou literato- tão-só um modesto livreiro-; assim o presente comentário -reitero- está aquém de qualquer pretensão crítica considerada "séria". Vamos lá então.
O livro de Marlos Degani é deveras excelente, na forma e no conteúdo, nos temas e no estilo, representando por si uma estréia já notável e acertada; não surgiu no cenário carioca (e nacional) de maneira precipitada, correndo o risco de uma vida efêmera, e sim apareceu devidamente trabalho, por assim dizer "pronto", sob os arcanos de uma arte inconsútil.
Entre a temática deganiana, eu destacaria aqui a mais universal: a Poesia. Conquanto pareça demasiado "óbvio", ou "batido", Marlos entretanto sabe nos assustar ante tal "obviedade" (e outra qualquer); em tempos em que a crescente banalização da vida arrastra consigo a da língua outrossim, Marlos recupera aquele desígnio -oracular - da Poesia de assinalar, entre o oculto e visível, o dizível e o indizível, caminhos que de tão "óbvios", se perderam (quase que) irremediavelmente. Tarefa não das mais fáceis- é verdade.
Em sua fáustica busca da Poesia, o poeta não tem intinerário, meta ou expectativa; caminha, caminha, em labiríntincas andanças, perfazendo estradas de desenganos.Porém, não haverá diferença entre o poeta e seus "parentes mais próximos", ie, os desterrados, náufragos e perdidos? Sim, absolutamente: ela reside na mistura entre consciência e inconsciência com que o poeta aceita sua condição; se perdeu de tanto procurar, e mesmo assim insiste em querer encerrar a água celestial em ânforas desprovidas de fundo...Será o poeta Jacó, e a Poesia o anjo etéreo, com o qual se debate, madrugada |